Paraty, turismo o ano inteiro
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"Bloco da Lama" em Paraty é apenas uma das milhares atrações
turísticas. Todos os anos é realizada a festa em que os participantes se enchem de lama por completo e saem pelas ruas em um imenso bloco humano, cantando e dançando. Alguns estão em busca de novas sensações, outros acreditam que a lama têm poderes medicinais benéficos à pele. Têm gente que jura que a lama espanta os maus fluídos, mas a grande maioria viaja milhares de kilômetros apenas para a busca de novas sensações, experiências inusitadas e muita, mas muita festa e alegria que existe em Paraty. |
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Paraty, que na língua tupi, significa "peixe de rio" ou "viveiro de peixes", era o nome que os índios guaianás davam ao local onde hoje se situa a cidade. Naquele
tempo e ainda hoje, os paratis (peixe de família das tainhas -
Mugil Brasiliensis) vem durante o inverno desovar e procriar nos rios
que desembocam na baía de Paraty e depois retornam ao mar. Originalmente, o nome era grafado com dois "i" = Paratii, posteriormente, já no século XVIII, aparece a grafia Paraty, com "y", que foi mantida até 1943, quando a Convenção Ortográfica Brasil-Portugal suprimiu o Y do alfabeto português. A nova grafia não foi aceita pela comunidade paratiense, que, aferrada às suas caras tradições continuava a escrever Paraty. Esta situação ambígua perdurou até 1972, quando o Senador Vasconcelos Torres, atendendo às solicitaçãoes feitas pelas autoridades locais, apresentou ao Senado Federal o Projeto de Lei no. 25, determinando que a grafia das cidades e monimentos históricos "tivessem os seus nomes expressos na forma ortográfica em que eram escritos antes de 18 de janeiro de 1944". A Comissão de Educação e Cultura, através de seu Relator, o Senador Milton Trindade, quanto ao mérito do projeto de lei, sugere: "...a nossa impressão vai mais longe: nenhuma medida oficial, amparada ou não em lei, conseguirá impedir a grafia de determinado nome continue sendo escrita de determinado modo, se, na verdade, O SEU REGISTRO É O QUE VEM DA TRADIÇÃO HISTÓRICA, IRREMOVÍVEL, SE CONSAGRADA PELO CONSENSO GENERALIZADO DE UMA COMUNIDADE..." ( o grifo é nosso). O referido projeto de lei foi rejeitado porque os parlamentares acordaram que não se deveria impor às outras cidades históricas a grafia antiga, que poderia não lhes agradar. Mas
acatando a sugestão do Relator Milton Trindade, no Parecer no.
261, transcrito, a comunidade paratiense, através de seus Órgãos
Públicos e entidades locais, passou a utilizar papéis timbrados
com a grafia PARATY e vem insistindo para que todos passem a utilizar
a antiga forma ortográfica. Artigo de autoria de Diuner José Mello para o jornal a Tribuna de Paraty, no dia 07/08/1992. |

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